sábado, 25 de julho de 2009

O que passou, passou;

De vez em quando eu me pego pensando no passado, em como alguns sentimentos estão tão mais vivos dentro de mim do que eu imagino. Isso atrapalha um pouco minha vida, mas especificamento o meu presente, o que eu estou vivendo atualmente. É comum uma pessoa perder tanto tempo pensando no que foi ou no que poderia ser? Perder tanto tempo alimentando sentimentos que, particularmente, eu sei que deveraim estar enterrados, esquecidos?

O que eu estou querendo dizer é que, em vez de existir em mim uma certa dedicação nos sentimentos presentes, eu consigo gastar muito do meu tempo sorrindo e me lembrando de coisas do passado, que faz com que sutilmente eu gaste energia com as coisas erradas.
p.s.: Estava de férias, da facul, do trabalho, do blog... do blog? acabei dando férias a ele também, rsrs;
p.p.s.: Mas algumas coisas ruins andaram acontecendo comigo, não queria vir aqui e eternizá-las;
p.p.p.s.: Voltando a vida real.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

a História;


Ultimamente ando meio às favas com a História. Mas não é tão ultimamente assim não, é muito ultimamente, quase o tempo todo. Descobri agora, há 2 anos e meio, que meu destino com a História era outro. Era o destino do encontro, da descoberta, do sentimento e do amor. Esse sim era o propósito de eu ter colocado na cabeça que queria fazer História e ter realmente começado um curso, que na verdade, me ludibriou com a estranha ilusão de que entraria lá por uma paixão. Só que entendi a paixão errada, não era pelo curso que era apaixonada, era pela vontade de conhecer gente nova, de refrescar meu raciocínio, de ser uma universitária, de ter uma possível profissão, de ver muito de arte - equívoco maior- e de me divertir. Bem de leve supria a ilusão de encontrar um amor, não ali, não naquele período de 3 anos, não para atrapalhar meu curso e não, porque foi assim que decidi. E foi assim que não mandei no meu coração, de novo. Hoje entendo perfeitamente quando digo que, o curso de História foi ótimo, muito bom, transformou minha vida, porque, intimamente, foi verdade. Foi lá, que conheci meu grande amor, minha alegria de todos os dias, minha serenidade de raciocínio e minha diversão. Agradeço ao curso de História, por ter me trazido dias de estresse profundo, com seminários, fichamentos, ensaios, relatórios de estágio etc. e por, igualmente, ter me trazido a certeza do amor, pro resto dos meus dias.

Deve ser síndrome do TCC ou síndrome da Colação de Grau ($), sei lá.

sábado, 9 de maio de 2009

Humor(res);

Ontem eu dei um susto nele. Fiquei falando coisas que fizeram sua expressão passar de serena para apática, como quando lhe foge o sangue das veias, e você não sabe o que fazer. Tenho humor negro às vezes.

Senti dó dele no começo, mas depois, ouvi a frase mais linda do dia.

E até que meu humor negro não é tão negro assim...




Te amo tanto também amor;

quinta-feira, 30 de abril de 2009

vamos falar de coração?!

Acho uma pena que falar em coração tenha se tornado uma coisa tão antiga. Mas o fato é que tornou-se.

Coração dilacerado, coração em pedaços, coração na mão… Sentimos tudo isso, mas a verbalização soa piegas. E, no entanto, estamos falando dele, do nosso órgão mais vital, do nosso armazenador de emoções, do mais forte opositor do cérebro, este sim, em fase de grande prestígio. O que está em alta? Inteligência, raciocínio, lógica, perspicácia! Gostamos de pessoas que pensam rápido, que são coerentes, que evoluem, que fazem os outros rirem com suas ironias e comentários espertos.

Toda essa eficiência só corre risco de desandar quando entra em cena o inimigo número 1 do cérebro: o coração. É o coração que faz com que uma super mulher independente derrame baldes de lágrimas por causa de uma discussão com o namorado. É o coração que faz com que o empresário que precisa enxugar a folha de pagamento relute em demitir um pai de família. É o coração que faz com que todos tremam seus queixinhos quando o Faustão põe no ar o quadro arquivo confidencial! Eu gostaria que o coração fosse reabilitado, que a simples menção dessa palavra não sugerisse sentimentalismo barato, mas para isso é preciso tratá-lo com o mesmo respeito com que tratamos o cérebro, e com a mesma economia.

Se a expressão “beijo no coração” é considerada “over”, voltemos a ser simples. Mandemos beijos e abraços sem determinar onde; quem os receber, tratará de senti-los no local adequado.

Martha Medeiros
p.s.: um dos textos mais lindos que falam de coração.

sábado, 18 de abril de 2009

Eu quero!


Quando eu quero muito alguma coisa, eu sou difícil. Isso mesmo, DIFÍCIL!

Querer muito alguma coisa deve ter um significado mais idêntico com determinação do que com isso. Eu não sou mimada, nunca fui, mas ter essa certa independência me causa espasmos consumistas quase que diariamente.

Coloquei na cabeça que quero meu cabelo liso. Coloquei na cabeça que nós temos que passar o fim de semana no Chalé Nosso Sítio. Coloquei na cabeça que quero a bolsa mais linda que já vi no Flickr. Coloquei na cabeça que meu celular não presta e quero um novo. Coloquei na cabeça que não, eu não gosto mais da armação dos meus óculos...
Porque que essas coisas ficam martelando na minha cabeça hein?! Eu não tenho algo melhor pra escrever não?! Pra pensar?! O pior/melhor é que tenho.

Mas desde ontem, o que, além de ter colocado na cabeça, coloquei também no coração, é uma vontade tão intensa, tão mais forte do eu esses outros, que estou em guerra com as emoções. De um lado a expectativa, do outro o medo.
Medo por que, entre todos, somente este, é algo que, muito diferente dos outros que citei acima, com dinheiro não se compra.

E eu não paro de querer isso.
"Escuro e nebuloso é o início de todas as coisas,
mas não o seu fim"
Kalil Gibran Kalil

segunda-feira, 6 de abril de 2009

domingo à tarde;

Quando meu celular tocou e vi o nome de uma delas brilhando na tela, logo pensei: lá vem coisa boa! Elas teem essa força. A força de transformar meus dias já alegres, em felizes.

Do telefonema pra cá recebi e-mail quase que diariamente. Foi uma semana de planos, horários, contatos e afins, como fazíamos na época do cursinho. E desde o momento em que eu cheguei da casa delas, um sorriso persiste em não abandonar meus lábios, estou com a boca seca de tanto papo que colacamos em dia e nos meus olhos ainda vejo o piscar dos flash das fotos...

Mas não foi o suficiente. Como eu disse para a mãe da Val, teria que me hospedar lá por pelo menos uma semana, e ainda assim, não seria suficiente.

Fizemos novamente àquelas promessas. Promessa de que não demoraríamos mais tanto assim pra nos vermos. Que no final de semana que vem vamos fazer comprinhas no shopping. Que vamos todas juntas para aquela festa que vai bombar no próximo mês...
Mas, mesmo assim, mesmo tudo combinado como eu estou dizendo aqui, sinto-me assistindo a um filme com cenas repetidas.
Porém, mais do que nunca e pra sempre, EU acredito na gente.

quinta-feira, 26 de março de 2009

das coisas lindas que eu leio...


"Eu não acreditava que meu sonho pudesse ser realizado. E até andei procurando uma outra casa para onde me mudar, pois constava que outros tinham planos diferentes para aquele terreno onde viviam os meus sonhos. E se o sonho dos outros se realizasse, eu ficaria como pássaro engaiolado, espremido entre dois muros, condenado à infelicidade. Mas um dia o inesperado aconteceu. O terreno ficou meu. O meu sonho fez amor com a terra e o jardim nasceu".


Rubem Alves

segunda-feira, 16 de março de 2009

1 ano e 9 meses de sutis diferenças;


Velho e Rabugenta.

Poderia ser um filme. Não, um filme é muito peculiar e detalhista, e eu sou muito perfeccionista, não daria certo. Já sei, um livro. Também não, levaria anos até eu encontrar as palavras que realmente caberiam lá. Quem sabe um música? Mas que coisa! quem ouviria uma música com um nome tão, tão... diferente?!

Aliás, todo esse arrudeio é para falar das nossas diferenças. E como são constantes... Aqui e acolá nos deparamos com elas. Seja de opinião, seja de gosto, seja de vontade. Nós somos um casal realmente diferente.

Eu ouvi certa vez de uma amiga a simples frase, que para mim, agora tomou sentido: os opostos se atraem. Bom, eu sei, essa é velha, mas sem dúvidas não saberia dizer ao certo a sutileza que ela usou para nos mostrar ou apenas dizer que, enfim, ser diferente é uma sorte que temos, e que coisas iguais cansam, e que se as diferenças nos completam e conseguimos rir delas, é esse o caminho certo.

Então eu decidi que Velho e Rabugenta seremos sempre você e eu. Apenas isso, imensamente isso.